25 setembro 2006

Amor e a loucura


O Amor e a Loucura

O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva. Já Loucura eramuito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamaislevava desaforo para casa. Entretanto com todas as diferenças as criançascresciam juntas, inseparáveis brincando, brigando...
Mas houve um dia em que o Amor não estava muito bem, e acabou cedendo asprovocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor, começou aagredi-lo, mas não só verbalmente como de costume. A menina estava tãodescontrolada que agrediu o garoto fisicamente e, antes que pudesse perceber,arrancou os olhos do Amor.
O Amor sem saber o que fazer, chorando foi contar sua mãe, a deusaAfrodite, o que havia ocorrido. Inconsolada, Afrodite implorou para Zeus queajudasse seu filho e que não castigasse, Loucura.
Zeus, por sua vez, ordenou que chamassem a garota para uma conversa. Ao serinterrogada a menina respondeu como se estivesse com a razão que o Amor havialhe aborrecido e que foi merecido tudo o que aconteceu. Emborasoubesse que não fora justa com seu amigo, menina que nunca soube sedesculpar concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estavanem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança disse que nada poderiafazer para devolver a visão do Amor, mas, ordenou que Loucura estariacondenada a guia-lo por toda a eternidade estando sempre junto ao Amor em cadapasso que este desse.
E até hoje eles caminham juntos, onde quer que o Amor esteja com ele estaráLoucura, quase que fundidos um ao outro. São tão unidos que por vezes não seconsegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura.
E também por isso que usa-se dizer que o Amor é cego mas isso não é verdade,pois o Amor tem os olhos da Loucura.

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